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Mato Seco na Casa Natura Musical

August 22, 2018

Na sexta feira do dia 27/07/2018, na Casa Natura Musical em São Paulo, pude me sentir como uma menina entrando no mar pela primeira vez, extasiada ao assistir a performance intimista-acústica da banda Mato Seco, que envolvia até mesmo quem nunca tinha ouvido suas músicas como eu.

 

 

Experienciei uma maravilhosa e intrigante sensação ao ouvir canções próprias da banda ou quando algumas vezes, músicas interpretadas, na maior dedicação e perfeição de caráter peculiar, Mato Seco, que apesar de terem um som predominantemente reggae music, possuem um mix de estilos como o rock-jazz, com influências de Bob Marley, Raul Seixas, Edson Gomes, Beatles, The Doors, Jorge Ben Jor, Pink Floyd, Tim Maia e Roberto Carlos.

Vale lembrar que no show, Mato Seco pode interpretar um pouco de todos os que lhes influenciaram, mais eles tem seu caráter específico que é o reggae de raiz, porém com uma riqueza de elementos que os tornam quem são: amam o que fazem, são experientes, sabem o que estão fazendo ali, são excelentes profissionais, visam atingir um propósito com sua música, levam experiências sensoriais ao seu público, são sábios, arrojados e únicos.

 

A banda dá um verdadeiro show de alta performance no palco, indo muito além do ouvir e ver. É algo sensorial, com a alegria e o swing do reggae, misturado com poesia, sutileza e especificidade que só 

Mato Seco tem, por se harmonizar com os tambores, guitarra, baixo, meia lua, trombone, trompete, teclado, percussão e até alguns instrumentos que trazem sons diferentes para suas músicas e estimulam os sentidos de seus fãs, trazidos pela unicidade e experiência de cada um de seus músicos (Rodrigo, Eric, Junior, Mauro, Carlos, Tiago e João).

 

 

 

 

 

 Canta músicas alegres, reflexivas, livres, traz aquilo que a nós  está faltando dia a dia nessa era conflituosa, faz com que nossa consciência encontre um abrigo de paz, de luz nos remetendo a algo divino, bom, um alimento para alma, que ao mesmo tempo diverte e dá vontade de dançar. A letras das músicas são poéticas, mensagens positivas, filosóficas, éticas e diferenciadas.

Mato Seco encantou o público com a mistura de sons, reggae-rock-jazz, enquanto que a voz mezzo-soprano, inesquecível do vocalista Rodrigo, penetrou em nossas almas e quase como um profeta, de boca a ouvido nos transmitiu mensagens de reflexão e sabedoria, conversando calmamente com a galera nas músicas “O que vale mais pra você”, “Livra me” e “Pedras Pesadas”, envolvendo a todos nos mais nobres valores de amor, bondade, igualdade, liberdade, esperança, espiritualidade, gratidão, tolerância, respeito, paz e justiça.

A banda tem música que nos traz sensações e nos faz transcender além do tempo e espaço. É o que eu senti ao ouvir “bicho homem”, onde o cantor Rodrigo toca teclado e canta essa melodia maravilhosa, que me remeteu diretamente a uma floresta, em minha imaginação, devido ao fato de ter um arranjo de som e percursão imitando com perfeição um pássaro sabiá cantando, como a música tanto fala. Surreal!

 

 

Quando cantou “Jesus Cristo”, o vocalista Rodrigo, fez com uma profunda mestria, tamanha propriedade que o rei ficaria orgulhoso em ouvir, principalmente pela banda que nessa hora era uma orquestra reggae-jazz jamais vista. É incrível como essa música foi cantada por todos de maneira eufórica, muitos que ali estavam eram crianças quando a música fez sucesso originalmente por Roberto Carlos. Divino!

Ainda, por falar em interpretação ou homenagem a outros cantores, a banda Mato Seco faz num estilo diferenciado e próprio, de um brilhantismo inusitado, tanto que eu apreciei a música “Wish you were here”, na harmoniosa voz do vocalista Rodrigo, combinada com a criatividade dos instrumentos e arranjos de seus músicos, para cantá-la com leveza e a alegria do reggae. Então, pela primeira vez eu não senti a melancolia que o som original nos remete, mais sim, ouvi a música de forma feliz, clara, sentindo inclusive nitidamente, a perfeição e toda a sonzera das guitarras (tocadas por Eric e Rodrigo) com as notas fieis do verdadeiro rock de Pink Floyd. Como pode ser isso? Um mix de reggae-rock, Sensacional! Olhei do lado e observei a galera, todo mundo pulando e cantando, um “wish”, desejo realizado instantaneamente, com a mensagem da música na voz de Rodrigo e a magia do som do reggae, nós estávamos todos ali, por eles, com eles e por causa deles. 

 

Mato Seco, amei cada instante que estive ali, saio desse mar de sensações que foi o show, não mais como uma menina, mais sim como uma mulher agradecida, evoluída, enriquecida, pois, não havia visto tamanha perfeição e dedicação ao fazer música. Ao vê-los criar sua arte de forma genuinamente singular e com o propósito de transmitir o bem maior através de suas canções, assim, percebo o quanto este tipo de arte é essencial para a era moderna onde muitos encontram se perdidos e desejo que possam todos curtir suas músicas e verem seus shows não só com olhos físicos mais sim com olhos do coração e quem tenha ouvidos ouçam...

 

Por: Beatriz Batista Valchi
 

 

 

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